Muitos escritores, poetas e pensadores afirmam constantemente que o Brasil é um país emergente e que surge no contexto internacional com destaque. Falam também que o Brasil é país novo com apenas 500 anos de história e que está se tornando uma evidência mundial. Bem, de fato, o Brasil tornou-se um destaque no cenário internacional, mas trouxe à tona nas páginas dos principais jornais internacionais a demonstração de corrupção, a falta de ética e educação, e o modelo um país com muita violência e descontrole.

Ora, antes de pretendermos nos tornar líderes ou ter destaque como uma nação mais humana, madura, social e democrata, precisamos vencer algumas “muitas” limitações que claramente expõem nossa personalidade deficiente como país. Precisamos nos libertar de vícios, corrigir graves erros sociais e mudar o rumo no qual estamos levando o nosso povo.

Alguns pontos nevrálgicos da nossa história já foram detectados por especialistas em economia e ciências políticas. Mas o ponto principal é que temos que reavaliar o Estado brasileiro, suas políticas e consequências. O Brasil poderia ter avançado tão rápido ou mais que outras nações, se não houvessem tantos entraves na política e no processo burocrático, assim como o envolvimento de grupos antiéticos e despatrióticos para desestabilizar o Brasil. Há uma desarmonia e uma disputa entre os poderes. Ninguém entende e nem aceita a disciplina e a hierarquia social. Há também uma série de exigências ineptas e contraditórias em diversos segmentos da sociedade dificultando todo um determinado processo. O funcionalismo público que era para “servir ao público” sente-se mister e imperioso diante do próprio povo praticando atos de abuso de autoridade. E por aí vamos…

Temos que corrigir urgentemente a desonestidade, o imediatismo e a corrupção político-administrativa que correm soltos em todo o país, de ponta-a-ponta desde sempre. Chefes de repartição, gerentes, administradores e principalmente grande parte dos políticos brasileiros são corruptos e desonestos. Isso precisa acabar, se quisermos transformar o Brasil em uma nação de pessoas sérias e íntegras. Temos que cortar o mal pela raíz. Por isso, temos que reavaliar o Estado brasileiro, suas políticas e consequências.

Temos que corrigir urgentemente a desordem, indolência, a preguiça e a falta de amor ao trabalho. Não honramos a frase “ordem e progresso”. Outrora víamos famílias trabalhando juntas, progredindo juntas e divertindo-se juntas. O brasileiro indolente sempre está afofado. Se puder descansar, não se esforça e se encosta em algum canto, puxa a aba do chapéu e ronca. Se tiver uma distração ou entretenimento gostoso, o trabalho que espere. Se tiver algo interessante para ver na internet, deixa o cliente esperando no balcão. E assim vai. Esse é um dos pontos que reclamam os empresários brasileiros: da indolência e do desamor do colaborador pelo trabalho. O outro é da cobrança excessiva e absurda dos impostos que nunca retornam socialmente.

Temos que despertar em nós as qualidades e virtudes. O brasileiro é um povo de valor, mas ainda não sabe disso. Não despertou isso. Não foi estimulado para isso. Tem espírito ecumênico, mas tem sido instruído e conduzido para o separatismo e individualismo. O brasileiro é caridoso e compassivo. Não é de guerra. Mas está sento instruído e conduzido para o tumulto e o motim.

O brasileiro está avesso à obediência aos preceitos e regras: viola regras de trânsito, desrespeita professores, infringe leis e não respeita autoridade. O brasileiro mente, engana e ludibria. E depois de roubar e ser apanhado pela polícia, tenta uma ação de delação “premiada” apoiada pela própria justiça para denunciar os parceiros e aliviar sua pena. Isso é um estupro moral e ético. Um absurdo total! Se roubou, deve pagar com uma pena judicial e não receber para falar a verdade.

Temos também que corrigir a falta de disciplina, a soberba, a inadequação ao trabalho em equipe e a reivindicação exagerada dos direitos e mais direitos. Se queremos ser uma nação exemplar, antes de exigir direitos devemos ler antes a cartilha dos nossos deveres sociais, individuais e patrióticos. O mesmo zelo que temos em defender e reivindicar os direitos deve ser igual ou maior no cumprimento do nosso dever. Isso é honra.

कर्तव्यों को पूरा नहीं करते हैं जो
अधिकारों का आनंद नहीं लेते हैं

Kártavyon kopúra nahin kárate hain jo adhikáron ka anand nahin lete hain.

“QUEM NÃO CUMPRE SEUS DEVERES, NÃO GOZA SEUS DIREITOS.” (Shri Swami Munirishi)

Uberto A. A. da Gama é professor, teólogo, filósofo, jornalista e psicanalista.