Resolução 2016: melhorar estratégias

Postado em 28 de janeiro de 2016

Eleições à vista, e junto com elas lançamos os olhos sobre as consequências dos erros cometidos nas eleições anteriores. A sensação de desamparo é certa e, ante tamanha desilusão, às vezes optamos pelo conformismo: “Ora, corrupção sempre existiu!”
Diante desta frase, uma reflexão. É verdade, essa “disfunção”… a corrupção não nasceu hoje. Esse mal existiu em todas as sociedades. Aliás, é justamente por nos fornecer mecanismos para coibir estes males que a democracia se destaca como o melhor sistema de governo, permitindo o convívio social.
Entretanto, mesmo estando sempre presente, a corrupção de outros períodos foi diferente da que o Brasil contempla hoje. Antes era a exceção, havia a preocupação de fazer escondido, hoje é a regra.
A corrupção deixou de ser o fim para tornar-se o meio.
O atual governo, pautado no populismo, entende que o governo é assunto pessoal, portanto, tudo pertence ao presidente. Imaginávamos que o problema tinha sido amenizado com o Mensalão. Entretanto, os marginais tiravam dinheiro do Petrolão para pagar as multas do Mensalão. Dúvida da impunidade?
O Petrolão surpreende tanto pela sua engenharia desenvolvida quanto pelo tamanho do esquema, cujos limites ainda não se conhecem. Portanto, trata-se de um projeto de poder e a maneira correta de combatê-lo é cotidianamente de modo a estirpá-lo pelo esgotamento de suas forças e recursos.
Brigando todo dia pelo certo e pelo justo, o povo irá se educando, reafirmando seu valores e princípios e eliminando oportunistas do seio social. Para isso, claro, precisamos nos aliar com aqueles que desejam verdadeiramente o bem da nação brasileira.

”De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto.”
(Ruy Barbosa, em discurso no Senado, 1914 e fundador da Liga da Defesa Nacional)

Teremos muitas vezes que fugir das perseguições mas o Senhor dos Exércitos nos alivia o fardo: não acabareis de percorrer as cidades de Israel sem que venha o Filho do homem. (Mateus 10:23).
A responsabilidade pertence ao indivíduo, que se permite desanimar, insiste na busca por um herói e muitas vezes abandona seus valores. Nós não podemos fazer isso. O preço a ser pago pode ser muito alto, e será injusto permitir que nossos netos o paguem.

Filie-se à COJAE, apoie entidades e projetos em favor da sociedade exercendo sua cidadania.

Assine o projeto: 10 medidas contra a corrupção.

Alexandre K. Vidal – Árbitro e jornalista para COJAE

Publicação de André Meerholz no CONJUR

O Advogado André Meerholz,  do Núcleo de Direito Administrativo do Escritório, publicou, no dia 07/05/2021, artigo no site Consultor Jurídico, com o tema “O diálogo competitivo na nova Lei de Licitações“. Confira o artigo aqui. The post Publicação de André Meerholz no...

O diálogo competitivo na nova Lei de Licitações

*Artigo publicado no site Consultor Jurídico, no dia  07 de maio de 2021. Em 1º de abril foi publicada a Lei 14.133/2021, que estabelece novas diretrizes para licitações e contratos administrativos. A nova lei preserva inúmeros institutos e instrumentos que, sobretudo...

2 Comentários

  1. ely silmar vidal

    Excelente constatação de que tudo é via de mão dupla; de que devemos colaborar, fazer a nossa parte, para que as coisas voltem a entrar nos eixos.
    Grande parte do problema reside no fato de ficarmos esperando um salvador da Pátria, um ungido, esquecendo de Cristo e colocando nossas esperanças em pessoas totalmente desprovidas do básico para a tarefa, como o caráter, a moral, etc…

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    • Administrador

      Excelente comentário, Dr. Ely Vidal!
      Obrigado!

      Responder

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