O Brasil que queremos – 13 de setembro de 2016

Postado em 14 de setembro de 2016

O BRASIL QUE QUEREMOS: TRANSPARÊNCIA, COMPETITIVIDADE E COMBATE À CORRUPÇÃO

por Alexandre e Rafael Vidal

jornalistas do Diário Oficial da Justiça Arbitral e Eclesiástica (DOJAE)

Com o apoio da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), o Grupo de Estudos Liberalismo e Democracia (GELD) realizou o Fórum ”O Brasil que queremos: Transparência, Competitividade e Combate à Corrupção” ontem, dia 13, na sede da federação.

A competitividade industrial
Cláudio Haddad, ex-professor da FGV, ex-diretor do Banco Central, e conselheiro de instituições influentes e poderosas, iniciou as palestras com rápida e abrangente avaliação do cenário político-econômico nacional.
O Brasil errou muito nas últimas décadas principalmente por manter o protecionismo, em detrimento da educação e do desenvolvimento. Assim, na contramão das grandes nações ocidentais, temos os custos de capital e de mão-de-obra elevados e um ambiente de negócios complicado.
Esboçando propostas, sugeriu pensarmos na elaboração de uma política industrial com data para término, promovermos a abertura da economia e o acúmulo de capital por meio de uma alocação inteligente dos recursos.
O conselheiro do Instituto Millenium, do Grupo Ultrapar e da Metalfrio e presidente do instituto Mises Brasil, Hélio Beltrão falou após Haddad, enfatizando a importância da competitividade para o crescimento econômico.
O Brasil precisa economizar, investir todos os recursos em prol de um desenvolvimento. A abertura do mercado é crucial e, sendo bem feita, irá reduzir naturalmente a carga tributária, criando oportunidades para os empresários que já quebraram ou estão a caminho da falência.
Apoiado em exemplos como o da Embraer que exporta seus aviões com pequena participação de insumos nacionais, Beltrão afirmou a necessidade de “importar para exportar”.
Debates
Questionados pela plateia sobre como adaptar o plano chileno para a realidade brasileira, Beltrão explicou que a grande extensão territorial do Brasil faz crermos que há competição genuína, situação que não ocorre num país menor. Talvez a principal ação chilena tenha sido a reforma da previdência.
Concordando com o colega de palco, Haddad lembrou que a equipe econômica de Pinochet deixou uma estratégia político-econômica tão bem montada que nem mesmo a esquerda foi capaz de atrapalhar.
Em consonância com as palavras do cônsul honorário da Costa Rica, Sergio Levy, que destacou a educação como motor de desenvolvimento, Beltrão acrescentou a importância de não terceirizarmos essa responsabilidade.

A mídia no combate a corrupção
O papel exclusivo da imprensa é fiscalizar, enfatizou Mario Sabino, escritor e jornalista, um dos fundadores do jornal online O Antagonista.
Sobre o surgimento do jornal que virou um modelo de negócio foi breve: “eu estava desempregado”.
Sabino considera que o grande acerto do Antagonista é não subestimar o leitor e nem tomar seu tempo, e não ser dependente do governo. Defendeu a proibição de propaganda oficial por ela coibir a independência jornalística.
O ex-presidente Lula acusou, numa delegacia, o Antagonista de ser uma organização criminosa. Sabino leu a carta que enviou ao delegado de São Paulo. Nela, pediu a sua compreensão para a tentativa de golpe à credibilidade dos jornalistas, ao tê-los entrando na delegacia.
Marcos Troyjo, diplomata e professor nas universidades de Columbia e Paris-Descartes, elogiou o trabalho do Antagonista citando os diplomatas José Guilherme Merchior e Roberto Campos, antagonistas a seus tempos.
Em sua avaliação, em 2002 o mundo tinha a “Brasilfobia”, medo do que poderia acontecer com a eleição de um metalúrgico, em 2010 era a “Brasilmania”, e agora é a “Brasilnáusea”. O enjôo, porém, é um sentimento positivo, porque é o de que algo ruim será expelido.
Contudo, para o país emergir de fato, é necessário fortalecer as instituições e o mercado.
Debates
A imprensa e tudo o mais é reflexo do povo, portanto ele deve exercer vigilância constante e efetiva, disse Sabino.
Citando o fato de o chinês também usar de “jeitinho”, Troyjo apontou a inação brasileira como obstáculo ao desenvolvimento. A China, com todos os seus problemas, deu um exemplo ao se destacar no mercado internacional, inclusive com nossos peixes sendo produzidos na Ásia.
Em termos populacionais, somos poucos e nossa participação nos negócios internacionais segue o mesmo padrão, nos tornamos para alguns um anão diplomático, disse Sabino.
Findos os debates o evento foi encerrado pelo presidente do GELD com agradecimentos aos presentes e ao apoio dado pela FIEP.

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