A Lava Jato escancarou o modo de fazer política, diz Ricupero

Postado em 31 de dezembro de 2016

Tendo vivido momentos importantes na política nacional e com trânsito fácil entre políticos de diversos matizes, Rubens Ricupero, concedeu entrevista ao El País (23 outubro 2016), em que teceu análises sobre as perspectivas econômicas e políticas do Brasil, notadamente sobre a PEC 55, a Reforma da Previdência e a Operação Lava Jato.

Diplomata de carreira, ex-ministro de Itamar Franco e ex-embaixador, é um homem experimentado e equilibrado. Não joga na linha ofensiva contra partidos específicos, nem mesmo faz análises pueris.

Com relação à Lava Jato e ao juiz Sérgio Moro, Ricupero observa: os políticos estão amedrontados, tentando cada um salvar sua própria pele e isso culmina num estado de incerteza e insegurança generalizado, porque ninguém sabe quem será o próximo investigado.

A cada novo detido, aumenta a incerteza, porque junto dele sempre vem novas delações. Os novos denunciados, por sua vez, tratam os delatores como pessoas “ressentidas, mentirosas, indignas de credibilidade, porque vingativas”.

Como todas as tentativas de melar a Operação têm falhado, e na ausência de um plano de salvação geral, vale o velho “salve-se quem puder”.

A Lava Jato serviu para escancarar o modo de se fazer política, mas como não houvesse resposta política, o Judiciário tem preenchido este vácuo julgando, punindo e até propondo alterações nas leis, como as 10 Medidas Contra a Corrupção.

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