A Relação entre a pobreza e o crime.

Postado em 12 de janeiro de 2017
Três imagens mostram a trajetória do Brasil em cerca de 30 anos, e um vídeo de um minuto faz uma pergunta óbvia, mas que não nos occorre porque não percebemos como a imprensa, ao mesmo tempo em nos impede de pensar, nos dá raciocínios prontos, e insustentáveis.
ou
Desenhando para a esquerda e um vídeo – curto – para ela não ter o “trabalho” de ler.

O primeiro gráfico mede o índice de GINI. Quanto mais próximo de 0, menor a diferença de renda entre os indivíduos. O gráfico mostra que, desde 1993, apesar de solavancos,  lenta e firmemente essa diferença vem diminuindo.
No segundo gráfico, temos a taxa do PIB, por sua vez, medida neste gráfico desde 1980, mostra que o Brasil vem produzindo cada vez mais riqueza. Para ilustrar, o que é comum na casa de um pobre hoje, há 30 anos atrás era comum apenas na casa de ricos. A inflexão entre 2014 e 2015 deve-se à ação do governo petista, que hoje está provada tratar-se de saque e não política econômica.
No último gráfico, as linhas ascendentes são o crime aumentando. São Paulo é o estado que diminui as estatísticas.
Os três gráficos juntos dizem: ao mesmo tempo em que a situação econômica melhorou, a violência aumentou. Consequentemente, o argumento de que a pobreza é a causadora da violência, é falso.
O Ipea informa que a quantidade de homicídios registrados no Brasil em 2014, coloca o país no topo do ranking em números absolutos de mortes dessa natureza.
Técnicos do IPEA, em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), concluíram que, além de uma tragédia social, os dados são uma tragédia econômica, em razão dos impactos causados no setor público, nas empresas e nas famílias.
Perigo: É neste ponto que o leitor distraído ou ingênuo é cooptado como massa de manobra. Porque a instituição não distorceu os dados, o leitor baixa a guarda, e o Ipea continua:
Para elaborar e implementar medidas para enfrentar essa realidade, no entanto, “o primeiro passo é elaborar um diagnóstico adequado a partir das informações disponíveis.”
O diagnóstico vai ser o que eles quiser, de acordo com seus interesses.

Em seu relatório anual, Nota Técnica Atlas da Violência, damos destaque aos seguintes dados:

  • O maior número de homicídios já registrados no Brasil (59.627 em 2014) consolida uma mudança no indicador, que se distancia do patamar dos 50 a 53 mil mortes, registradas entre 2008 e 2011.
  • Com uma taxa de homicídios de 29,1 por 100 mil habitantes, o país já é responsável por mais de 10% dos números registrados no mundo. O Brasil apresenta uma das 12 maiores taxas de homicídios por 100 mil habitantes, em comparação com uma lista de 154 países.
  • As políticas públicas ajudaram a diminuir o número de homicídios no Espírito Santo (programa Estado Presente, lançado em 2011) e Paraná (integração das Polícias Civil e Militar).
  • O crescimento acelerado dos homicídios em locais interioranos e antes pacíficos é um desafio ao Pacto Nacional para Redução dos Homicídios.
  • O registro das mortes tem números confiáveis das vítimas, mas não dos agressores.
  • Homens jovens com menos de oito anos de estudo têm 5,4 mais chances de serem vítimas de homicídio. A educação, portanto, é escudo para os homicídios.
Senhores representantes da OAB, ficaremos gratos com a sua colaboração para o entendimento do assunto. Aguardamos sua resposta para a indagação do vídeo:

 

Fontes:

http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=27412

http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=27406

 

 

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