Arbitrariedades de Companhias Aéreas Prejudicando Passageiros.

Postado em 26 de abril de 2017
O fato mais importante a se considerar é que se trata de uma lata fechada, a  muitos quilômetros acima da terra, portanto o melhor arranjo é uma hierarquia, em que os passageiros obedecem rigorosamente à tripulação.
Como não quis ceder seu lugar no vôo, um médico de 69 anos foi arrastado para fora de um avião. (Vídeo aqui).
Dias depois, um comissário de bordo arranca um carrinho da mão de uma passageira, acertando-a, e quase acertando seu filho de colo. (Vídeo da passageira chorando aqui)
 
 
 
Episódios em que passageiros sofrem violência dentro de aviões são sempre perturbadores. Entretanto, a  reação do mundo inteiro pareceu irrefletida. O CEO da United, Oscar Muñoz,  disse em entrevista à ABC que o passageiro David Dao  não havia feito “nada de errado”.
Mike Rowe*, que não é profissional da área de aviação nem advogado, fez a seguinte reflexão:
 “o que me incomodou […] foi a óbvia facilidade com a qual poderia ter sido evitada. Um pouco de bom senso e a liberdade de aplicá-lo poderia ter resolvido esta situação de uma dúzia de maneiras diferentes. Espero que ele esteja apenas fazendo a coisa típica de “excesso de desculpas” que os CEOs fazem quando seus “especialistas em crise” lhes dizem que têm que dizer o que for preciso para reconquistar a confiança pública. Espero que ele esteja apenas reagindo a algum advogado que lhe disse antes da entrevista, “pelo amor de Deus, Oscar, não culpe a vítima!” Bom, Oscar certamente não culpou a vítima. Mas no processo de considerá-lo irrepreensível, ele sugeriu que milhões de passageiros não estão sob a obrigação de seguir um comando direto (negritos da COJAE) de funcionários da United. E isso é muito mais perturbador do que apanhar na cabine principal.
 
A questão é a seguinte. É fácil esquecer que não temos o direito de voar. Comprar um bilhete não muda isso. Sendo assim, quando embarcarmos no avião, não temos o direito de permanecer lá. Podemos ser legalmente removidos se estivermos muito bêbados, falando muito alto, sendo muito assustadores, muito suspeitos, ou muito grandes para o assento. Podemos ser removidos se federmos. Podemos ser removidos se formos insubordinados. Podemos ser removidos por qualquer motivo que a companhia considere necessário
Se você quiser viajar de avião, você deve concordar em fazer o que lhe mandam.Se você não fizer isso, você se submete a multa, prisão, restrição, remoção forçada e / ou uma proibição permanente. Está tudo lá nas letras miúdas.”
 
Pessoalmente, eu apoio esta política. Eu a apóio porque eu não quero voar pelo país em um tubo de aço cheio de pessoas que decidem quais regras elas seguirão e quais elas vão ignorar. Já estive em vôos demais, com pessoas demais zangadas, para me preocupar com as circunstâncias específicas de suas indignações, ou os detalhes de por que elas tomaram sobre si para ignorar um comando direto. Um avião não é uma democracia, e a cabine principal não é lugar para organizar um protesto. A cabine principal é um lugar para se seguir ordens.
 
Dizer que David Dao “não fez nada errado” está incorreto. “Ele ignorou uma ordem direta de um representante da United enquanto estava sentado num avião da United. Foioi dito a ele para sair e ele se recusou a fazê-lo – várias vezes, por várias pessoas – todas com a autoridade adequada.”
 
O mesmo vale para a mulher no vôo da American Airlines.Aparentemente ela não obedeceu ao comando. É esse o tipo de comportamento que queremos promulgar como sociedade? Com essa política de ódio à iniciativa privada, incentivamos cada pessoa em cada vôo a discutir sibre cada aborrecimento, e depois, a processar com base na reação da companhia aérea. Esses custos serão transferidos para outros consumidores.
 
 
A visão da esposa de um piloto de avião vai na mesma direção. Sugiro que o público dê uma outra olhada na situação, faça mais algumas perguntas, acrescente mais alguns fatos e crie uma opinião menos hostil e mais intelectualmente forjada sobre o que aconteceu.Ela começa com uma ponderação que deveria ser o ponto de partida para se formar qualquer opinião:
 
sempre dois lados em toda história.
 
Se um oficial federal me pede para sair de um avião, não importa o quão irritada eu esteja, vou sair. Depois procuro outros meios de reembolso legal.
Sabendo o que eu sei sobre a segurança aeroportuária, eu certamente não iria correr de volta para uma área federalmente restrita de um aeroporto, agitando meus braços e gritando, porque isso seria infringir uma lei federal de Segurança Nacional. No momento em que fizesse essa escolha particularmente imprudente, eu me tornaria uma ameaça imediata e iminente à segurança da aeronave.
Se você optar por usar os serviços que o aeroporto oferece, você cumpre as suas regras.
Você pode achar que as “regras” são injustas, mas eu sou esposa de piloto. Lembro-me do 11 de Setembro. E você? Quero que meu marido, o pai dos meus filhos, volte para casa. Eu quero que você chegue em casa. Essa lei existe para proteger meu marido. E sua esposa. E sua avó. E o seu filho. E você.
Coisas a considerar:
1) “Você não pode simplesmente chutar um passageiro para fora do avião!” Está nas letras miúdas. Na verdade, eles podem fazer exatamente isso. E não é uma regra específica da companhia aérea, é uma regra de aviação comercial.  A United não quebrou nenhuma lei, e David Dao concordou com a política e possibilidade de retirada involuntária quando ele comprou a passagem. E você também.
Todas as principais companhias aéreas têm uma política semelhante para a retirada involuntária. Chama-se contrato de transporte.
2) “Eles não deveriam tirar um passageiro pagante em favor de uma viagem grátis para um funcionário.”Os funcionários só conseguem passagens grátis se não houver reservas. Na situação em questão, a tripulação precisava ser levada para um aeroporto para tripular um voo, a fim de evitar o cancelamento do referido voo devido à indisponibilidade da tripulação.Regulamentos federais, e não companhias aéreas, afirmam que certos membros da tripulação precisam estar no vôo ou então o vôo é cancelado completamente. As companhias aéreas são obrigadas a fazê-lo para evitar a interrupção do tráfego aéreo. Em outras palavras, se não há voluntários dispostos e eles precisam de lugares para conseguir uma tripulação em algum lugar para evitar a interrupção do fluxo de aviação, eles podem retirar passageiros. Por quê? Porque um vôo cancelado tem um efeito sério de dominó no mundo delicado e complicado de conexões e lei de aviação.
Essas considerações mudaram
* narrador e um dos co-criadores/produtores da série/programa Deadliest Catch (Pesca Mortal) também do Discovery Channel.
Fonte:
http://www.dailywire.com/news/15676/another-day-another-lawsuit-against-major-airline-ben-shapiro
https://thepilotwifelife.wordpress.com/2017/04/11/i-know-youre-mad-at-united-but-thoughts-from-a-pilot-wife-about-flight-3411/

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