O Comunismo no nosso Dia-a-Dia

Postado em 27 de abril de 2017

Este ano completam-se 100 anos da Revolução Comunista.A corrente dominante de pensamento divulga sua ideia como sendo a solução de todos os males da sociedade.

J.R. Guzzo, aponta a “contribuição desse pensamento nas áreas que são principais para a vida em sociedade. Você pode ler o artigo completo na coluna do Augusto Nunes, na Veja.

Todos podem ir se preparando desde já. Está aí à frente, tão certo quanto a próxima fase da lua, o centenário da Revolução Comunista de Outubro de 1917 — e vai se falar, escrever e discursar sobre o assunto como se o golpe de Estado então comandado por Lenin, com a formação do regime soviético na Rússia, tivesse sido o maior evento da história da humanidade desde que o macaco desceu da árvore para arriscar a sorte na tentativa de levar uma vida inteligente em terra firme. É curioso que o primeiro centenário da Revolução de 1917 venha a ocorrer quando o regime criado por ela já não existe mais — foi demolido, sem o disparo de um único buscapé por parte dos adversários, em consequência de seus fracassos, sua demência interna e suas enfermidades de nascença. É também interessante notar que o regime revolucionário produziu uma ditadura absoluta do primeiro ao último dia de sua existência. Vai se comemorar, nesse caso, a fundação de uma ditadura que já terminou? A abolição do capitalismo no mundo, objetivo final da revolução, transformou-se há longos anos numa piada, por agredir ao mesmo tempo a natureza humana, o progresso, a tecnologia e a razão. O comunismo, enfim, acabou sendo uma das experiências que deram mais errado na história política dos seres vivos. De novo: dá para comemorar uma coisa dessas? Sim, dá. Podem ter certeza de que dá.

É compreensível, levando-se em conta a quantidade cada vez maior de “gente de esquerda” espalhada hoje em dia mundo afora — e “gente de esquerda” tem entre os seus deveres mentais prestar reverência automática a essas assombrações do passado. Bem poucos, aí, sabem o que foi a Revolução Soviética ou mostram a menor vontade de investir uma meia horinha do seu tempo tentando aprender alguma coisa a respeito. Aprender para quê? O que interessa é acreditar — o que, além disso, dá muito menos trabalho. A verdade é que no momento é mais fácil ser de “esquerda” do que não ser; as comodidades para isso são incomparáveis, e nem sempre foi assim. Ao contrário, já foi difícil — e perigoso. Acredite se quiser, mas houve um tempo neste país em que você podia acabar na cadeia por ser de esquerda. Para Lenin, especialmente, sempre foi muito difícil ser Lenin. Até assumir o comando da União Soviética, ou pouco antes, o homem praticamente não tinha onde cair morto. Vivia a dois passos da prisão, exilado, em desconforto material extremo, sem ajuda da mídia, dos formadores de opinião e da classe artística. Ninguém chegava lá, na época, financiado pelo imposto sindical, por comerciais de televisão milionários e pelo caixa dois de empreiteiras de obras públicas. A vida era dura. Para ser de esquerda, o sujeito tinha, realmente, de ser de esquerda.

[…]

E quais são as “posições” que o brasileiro interessado em tirar a sua certidão de “pessoa de esquerda” deve assumir? ­Alguns exemplos:

Ser a favor das normas que permitem aos professores da rede estadual de ensino de São Paulo faltar até um dia sim, um dia não ao trabalho, sem desconto nenhum no salário, é claro – incluindo o vale-transporte e o auxílio-alimentação referentes aos dias em que o professor não foi à escola;

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Ser contra qualquer mudança na legislação trabalhista. Num momento em que 12 milhões de brasileiros estão desempregados, sustentar que as pessoas não precisam de emprego, e sim de proteção — mesmo que não tenham mais emprego nenhum para ser protegido;

 

[

…]– Ser contra o “agronegócio” e a favor da “agricultura familiar”. E quanto aos agricultores “familiares” que trabalham junto a grandes empresas agrícolas? Não há resposta para essa questão. Comentários demonstrando que o valor da terra, hoje, é dado pela sua capacidade de produzir, e não pelo seu tamanho nem por outros fatores, são tidos como argumentos a favor do “latifúndio”, do capitalismo na agricultura e do atraso. (A área rural vai pôr 240 bilhões de reais em circulação no interior do Brasil em 2017.)

Ser contra os defensivos agrícolas de qualquer tipo, descritos como “agrotóxicos”, “venenos” ou “agentes químicos”. Considerar como ato de destruição da natureza a utilização de qualquer área de terra para produção em grande volume de alimentos. Denunciar como delito social o cultivo de pastagens e a criação de animais de corte;

Acreditar que a única maneira de reduzir a pobreza é tirar dos ricos; a ideia de alcançar esse objetivo por meio da criação de mais riquezas é considerada de direita. Só o Estado, com a arrecadação de impostos — que, idealmente, devem ser sempre maiores —, tem a capacidade de distribuir renda. Cobrar imposto, por esse entendimento, é criar riqueza. Pelo mesmo entendimento, os pobres só existem porque existem os ricos. Na verdade, acredita-se que o 1% mais rico da população mundial tirou a sua fortuna dos demais 99%;

 

[…]

Para Haver Líderes Exige-se Liderados.

  Por Michael I. Knowles, no Daily Wire. Ninguém deprecia o presidente Trump melhor do que o presidente Trump - basta perguntar a ele. E, no entanto, apesar de toda a fanfarronice e jactância, o homem que não conseguia ver um prédio sem querer...

Juiz faz Campanha para Bandido.

Do site do O Antagonista. A Folha noticiou que o juiz do trabalho Átila Roesler e sua mulher, Gabriela Goergen de Oliveira, foram detidos por alguns minutos na Praça do Comércio, em Lisboa, porque Gabriela fazia fotos com um cartaz no qual estava escrito “Lula Livre”....

PCB e PSOL Querem Censurar Policial que Matou Bandido

do O Antagonista: O PCB e o PSOL queriam que a policial Katia da Silva Sastre, candidata a deputada federal em São Paulo, pelo PR, fosse impedida de exibir na propaganda eleitoral o vídeo que a mostra matando um assaltante na porta da escola da sua filha....

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