1° de Maio, direitos ou privilégios?

Postado em 5 de maio de 2017

Há  “9 milhões de aposentadorias do setor rural quando só ha 6 milhões de pessoas em idade de se aposentar.”

Fernão Lara Mesquita fala sobre  a paralisação deste 1°de maio. Você pode ler o  artigo completo na coluna do Augusto Nunes, na Veja.

Vlady Oliver encerra com um comentário, na mesma coluna

 

[…]

A “falha de comunicação” do governo esta em dirigir-se à “2ª classe” que não recusa, ainda que não aplauda, as reformas que sabe necessárias, para repetir-lhe o que ela já está doloridíssima de saber: que se elas não forem feitas o futuro é o presente; viramos todos um imenso Rio de Janeiro. Como também não é absolutamente o caso de “explicar” à “privilegiatura” como ela está matando o Brasil porque ela sabe exatamente o peso que tem neste desastre conforme fica diariamente demonstrado pelo fato de seus próceres não perderem tempo argumentando suas “razões”, tratam somente de criar miragens para desviar a atenção dos fatos, o que o governo tem de fazer é expor à minúcia o que eles tentam esconder, qual seja, a relação direta de causa e efeito entre esses privilégios e a miséria que custa sustentá-los.

Se exibir exaustivamente o gráfico e os personagens arquetípicos da “distribuição da renda” no universo da previdência comparando a 1ª com a 2ª classe e, dentro da 1ª classe, os “barnabés” com os “marajás”, o “sistema” já cai de podre. Mas se, junto com isso, mostrar com os respectivos custos os jatinhos e os carros de luxo ao lado dos trens de subúrbio; as mordomias ao lado dos barracos; as escolas na Inglaterra pagas aos filhos dos “marajás” pelos pais das escolas das balas perdidas; os “auxílios” mil isentos com o imposto sem correção sobre os salários quase mínimos; os planos de saúde eternos ao lado dos “hospitais” do horror; se expuser tudo isso ao lado das falcatruas em série tipo “bolsa pesca” em Brasilia, os milhões de Benefícios de Progressão Continuada pagos a gente na flor da idade dispensada de exame médico; os 9 milhões de aposentadorias do setor rural quando só ha 6 milhões de pessoas em idade de se aposentar no campo segundo o censo nacional; se o “dream team” mostrar, enfim, na ponta do lápis, que diferença tudo isso faria descontado do sacrifício extra que está pedindo aos aposentados de R$ 1,6 reais, aí sim a “pelegada” toda ia ficar sabendo o que é uma MANIFESTAÇÃO DE MASSA e não demorava nem cinco minutos para que uma verdadeira reforma do Brasil, com a da Previdência dentro, fosse aprovada por unanimidade no Congresso Nacional.

 

SOMOS SUPREMOS
A frase pedante e destrambelhada, proferida por um juiz boca-de caçapa, só conseguiu ensinar ao Brasil que ainda pensa, uma coisa singela: Se o Petê comprou um Congresso bolivariano sob medida para evacuar leis na cabeça da sociedade incauta, porque não o faria com uma suprema corte igualmente abolivarianada? O recado de palócinho – que junto com dirceuzinho a vacarinho fazem a nova trinca de meninos superpoderosos da quadrilha – declamado num tom de ironia e provocação diante do único juiz do caso, foi prontamente entendido pela suprema vigarice que nos juridica; não era para delatar Lulão e sua gangue e sim para delatar os juízes em Berlim. É muito feio ver juízes caindo do avião com amantes e o escambau. Muito feio encontrar as “otoridades constituídas” em casas de meretrício. Esse é o supremo que nos desgoverna, meus caros. Essa é a fauna e a afronta. Note-se que o facebuco é inteligente: a soltura de dirceuzinho e a imediata e desavergonhada suspensão da delação de palócinho teve a participação dos três terrores da corte de supremos: tofolinho, levandinho e gilmarinho, mas só este último teve uma merecida execração pública. Os primeiros foram escolhidos a dedo pela dupla sertanoja Lulinha e Coração Valente, mas este foi indicado pelo príncipe charmoso. Entenderam onde eu quero chegar? No fato de que a esquerda é uma só, sem maquiagem e rebocos. Não basta nos livrarmos do partido da estrelinha na cueca. É necessário nos livrarmos dos Gilmares, dos “supremos pedantes” e de toda essa velharia que fisga vergonhosamente da perna esquerda e do corporativismo acanalhado. Em socialista vagabundo eu não voto nem amarrado; que fique bem claro. E fala serio: ver jornalista defendendo essa canalhada acende uma luz amarela na decência, não é mesmo? A audiência deles diz tudo

 

 

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