Jesus – Mestre por Excelência

Postado em 1 de outubro de 2020

Ao longo de algum tempo queremos publicar uma série de textos a respeito do discipulado de Jesus. Nosso intuito é entender em que consiste o discipulado, propriamente dito, segundo o modelo proposto por Cristo.
Com o texto abaixo, vamos iniciar primeiramente, como não poderia deixar de ser, com a pessoa de Jesus, o mestre por excelência.

1. Jesus como modelo de Mestre

É muito bom saber que podemos fazer parte do grande ministério de ensino que nos foi legado por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Muitas teorias a respeito de métodos e modelos têm surgido ao longo dos séculos e, notadamente, nas últimas décadas. Todavia, todos aqueles e aquelas que querem desenvolver um ministério com excelência, devem olhar para Jesus, o Mestre dos mestres.

1.1. O Mestre por excelência

Jesus foi chamado abundantemente de Rabi e Senhor, evidenciando que o povo o respeitava como mestre. É possível dizer que provavelmente a maioria das pessoas visse Jesus mais como mestre do que como Messias. Uma coisa é fato: as multidões reconheciam sua grande habilidade no ensino e na comunicação [1].

Ainda que aparentemente ele não tenha recebido nenhuma educação formal de um rabino, como era o costume da época, é provável que ele, como todas as crianças judias, tenha frequentado uma escola fundamental na sinagoga dos seis aos doze anos. Ele sabia ler e escrever. Já com “… doze anos…” de idade ele causava grande admiração aos mestres no templo, embora não tivesse estudado formalmente (Lc 2.42). “E os judeus maravilhavam-se dizendo: Como sabe este letras, não as tendo aprendido?” (Jo 7.15). Contudo, os métodos de ensino empregados por ele diferenciavam-se totalmente dos utilizados pelos centros de estudo e rabinos de seu tempo.

Jesus praticava as artes literárias. Ele demonstrou sua habilidade em ler “… segundo o seu costume, na sinagoga …” (Lc 4.16). É verdade que não deixou nada escrito, contudo, demonstrava familiaridade com a arte de escrever “… mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra…” (Jo 8.6). As palavras que proferiu na cruz “… Eli, Eli, lemá sabactâni…” (Mt 27.46) indicam que sabia a língua aramaica e também o idioma dos patriarcas, o hebraico. Ao analisarmos os evangelhos, percebemos que Jesus conhecia profundamente as Escrituras Sagradas. Fazia citações de memória. Jesus compreendia profundamente a natureza humana [2]: “E Jesus, conhecendo logo em que seu espírito arrazoavam entre si, lhes disse: Por que arrazoam sobre estas coisas em vosso coração?” (Mc 2.8).

Jesus sempre demonstrou interesse e amor por todos. Interessava-se mais pelo ser humano do que pelos credos, cerimônias, ritos e organizações, e sempre buscava fazer algo para ajudar as pessoas. Atitudes como essas sempre caracterizaram os grandes mestres que passaram por este mundo [3].

Esse desejo de servir é indispensável ao ensino. O desejo de servir deve também ser a característica e o objetivo do ensino na igreja local, pois o ensinamento cristão requer um espírito aprendiz e a valorização do outro mais do que de si mesmo. Para entender o modelo de ensino de Jesus, é importante reconhecer que a chamada para ser discípulo sempre inclui serviço [4]. Esse espírito aprendiz é descrito em Filipenses 2.3,4: “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros”.

Assim, podemos afirmar com segurança que nunca houve na história da humanidade alguém melhor preparado para ensinar. Do mesmo modo, estamos convictos que ninguém se mostrou mais idôneo para a arte do ensino do que Jesus.

O vocábulo idôneo (hikanós) significa “suficiente”, “amplo”, “qualificado” [5]. Portanto, queremos dizer que ninguém se mostrou mais suficientemente qualificado para ensinar do que Jesus. Diante dessa afirmação surge a pergunta: por que não? Ao que podemos responder com a afirmação de Nicodemos a respeito de Cristo: “… bem sabemos que és mestre vindo de Deus” (Jo 3.2). Há, portanto, um elemento divino na qualificação de Jesus que contribuiu para prepara-lo eficientemente para o magistério [6].

Contudo, existem outros elementos meramente humanos na arte e no ensino de Cristo. São esses elementos que queremos estimular o(a) professor(a), pregador(a) a, inspirados neles, cumprir a grandiosa tarefa na seara do Mestre.

Aguarde nossa próxima publicação.


Referências

[1] COLEMAN, W. Manual dos tempos e costumes bíblicos. Belo Horizonte: Editora Betânia. 1ª. Ed. 1991. p. 133.
[2] ARMSTRONG, H. Bases da Educação Cristã. 2. ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1994. p. 26.
[3] PRICE, J. M. A pedagogia de Jesus; o mestre por excelência. 2. Ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1975. p. 13, 14.
[4] BROWN, C. O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento – vol. I. São Paulo: Edições Vida Nova, 1984. p. 666.
[5] TAYLOR, William Carey. Dicionário do Novo Testamento grego. Rio de Janeiro: JUERP, 1991, p. 102.
[6] PRICE, J. M. Op. Cit. p. 9.

Trechos extraídos ou texto replicado na íntegra da seguinte fonte:
Notícias – Faculdade Cristã de Curitiba – FCC
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Autoria do texto: Sandro Pereira.
Data de Publicação: 1 de outubro de 2020.
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