Pazuello prevê 60 dias para certificar qualquer vacina contra a Covid-19

Postado em 8 de dezembro de 2020

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou, em reunião virtual com os governadores que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve demorar cerca de 60 dias para certificar qualquer vacina contra a Covid-19. “Como os senhores sabem, eu prefiro falar menos e trabalhar mais. As coisas estão acontecendo. Quando nós tivermos tudo registrado e comprovado, vamos avaliar a demanda daquele elemento para adquirir. Vamos levar isso ao Palácio [do Planalto], a todos os órgãos, e vamos adquirir. É muito importante que sejam seguidos todos os passos. Estamos observando a tentativa de acelerar, o que é muito justo. É justificável, até. Mas, quando se fala de saúde, não podemos abrir mão de eficácia, segurança, responsabilidade. Porque nós responderemos pelos nossos atos. [A vacina] Tem que estar totalmente calculada e calibrada”, disse Pazuello, respondendo a um questionamento do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

No encontro, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que anunciou, nesta segunda-feira, 7, o cronograma da primeira fase de vacinação no estado, cobrou de Pazuello a inclusão da CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, no plano nacional de imunização. “Como os senhores sabem, eu prefiro falar menos e trabalhar mais. As coisas estão acontecendo. Quando nós tivermos tudo registrado e comprovado, vamos avaliar a demanda daquele elemento para adquirir. Vamos levar isso ao Palácio, a todos os órgãos, e vamos adquirir. é muito improtante que se sigam todos os passos. Estamos observando a tentativa de acelerar, o que é muito justo. É justificável, até. Mas, quando se fala de saúde, não podemos abrir mão de eficácia, segurança, responsabilidade. Porque nós responderemos pelos nossos atos. Ela tem que estar totalmente calculada e calibrada.

“As vacinas do consórcio Covax Facility não foram aprovadas pela Anvisa. O Ministério da Saúde anunciou um investimento, junto à AstraZeneca, de 1,284 bilhões e já fez o pagamento desse valor pela vacina da AstraZeneca, que igualmente não foi aprovada pela Anvisa. A vacina do CoronaVac não teve nenhum investimento do governo federal. O que difere, ministro, a condição e a sua gestão como ministro de privilegiar duas vacinas em detrimento de outra vacina? É uma razão de ordem ideológica, política ou de falta de interesse de disponibilizar mais vacinas? Por que excluir a CoronaVac, já o procedimento que ela está adotando é exatamente igual ao do consórcio Covax e da AstraZeneca?”, questionou Doria.

 

Municípios pressionam governo federal

Em nota divulgada na manhã desta terça, a Confederação Nacional de Municípios pediu que o Governo Federal providencie a contratação de todas as vacinas reconhecidas como eficazes contra a doença. A nota também pede que o Ministério da Saúde coordene a distribuição das vacinas para todas as unidades da federação via Programa Nacional de Imunização. “Causa-nos preocupação, portanto, a ausência de um plano nacional em todas as suas dimensões que possibilite a organização dos governos estaduais e locais para o atendimento, considerando ainda a troca de governantes em boa parte dos Municípios brasileiros”, afirma trecho do documento.

Política – Jovem Pan
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Trechos extraídos ou texto replicado na íntegra do site abaixo.
Autoria do texto: André Siqueira e Lorena Barros.
Data de Publicação: 8 de dezembro de 2020.
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