Ricardo Barros nega que irá assumir Ministério da Saúde: ‘Não tenho interesse’

Postado em 6 de janeiro de 2021

O líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros, negou, em entrevista entrevista ao Jornal da Manhã – 2ª Edição, da Jovem Pan, nesta qurta-feira, 06, que haja qualquer possibilidade de assumir o Ministério da Saúde. A declaração do parlamentar acontece após especulações que ele seria o nome indicado para assumir a pasta após o início do programa da imunização contra a Covid-19, o que foi negado pelo líder. Segundo Barros, o tema é apenas uma especulação da imprensa. “É só uma especulação de imprensa, ninguém tratou esse tema comigo. E eu tenho reafirmado que não tenho interesse nessa posição, estou convencido de que o melhor para o Brasil é manter o trabalho que está sendo feito. A equipe do ministério é muito qualificada e nós temos o maior programa de imunização do mundo, temos o SUS, que é o maior pograma de atendimento do mundo. Não vejo nenhum problema, vamos passar por esse momento de forma absolutamente tranquila.”

Durante a entrevista, o deputado lembrou que já ocupou o cargo, durante o governo de Michel Temer, sendo o quinto ministro que ficou mais tempo no cargo – 22 meses – e ressaltou a necessidade de uma liderança contínua na saúde. Segundo ele, a rotatividade enorme no ministério não “faz bem para a Saúde”. Por isso, o parlamentar defendeu a permanência de Eduardo Pazuello, ressaltando o trabalho positivo do atual ministro. “O Pazuello faz um excente trabalho junto ao Ministério. Ele está fazendo uma gestão muito forte e eu fui ministro por  quase dois anos e sei que não faltam recursos para a saúde, falta gestão desses recursos e ele faz muito bem esse trabalho. É uma pessoa comprometida, dedicada e estou satisfeito com a forma como ele tem avançado nos resultados do Ministério.”

Quanto à vacinação contra a Covid-19, Ricardo Barros afirmou que o Brasil não fará “jogada de marketing”, reforçando que, atualmente, “são pouquíssimas pessoas vacinadas” contra a Covid-19 no mundo. Ao todo, segundo monitoramento da Universidade de Oxford, do Reino Unido, 14,5 milhões de pessoas já foram imunizadas contra a doença.  “300 mil pessoas vacinas na Argentina? Vamos parar com esse faz de conta. Dois milhões de americanos vacinados não é nada. Quando começarmos a vacinar, em poucos dias estaremos à frente em percentual de brasileiros vacinados, porque nós temos de 38 mil postos de vacinação no Brasil que funcionam permanentemente aplicando mais de 300 milhões de vacinas por ano. Então quando tivermos a vacina, autorizada pela Anvisa e com segurança para o usuário, nós vamos aplicar e rapidamente estaremos à frente de quase todos países. Essa vacinação já começou, mas são pouquíssimas pessoas vacinadas. É quase uma jogada de marketing. O Brasil não quer fazer marketing, o Brasil quer imunizar efetivamente a população.” Segundo o líder do governo, o ínicio da vacinação no país depende das farmacêuticas, que devem entrar com pedido e aguardar aprovação da Anvisa. Após o aval, a imunização deve começar em cinco dias.

Fonte do artigo:

Política – Jovem Pan

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Trechos extraídos ou texto replicado na íntegra do site abaixo.
Autoria do texto: Jovem Pan.
Data de Publicação: 6 de janeiro de 2021.
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