PSL desembarca do bloco de Maia e Baleia pela presidência da Câmara dos Deputados

Postado em 8 de janeiro de 2021

Reviravolta na disputa pela presidência na Câmara dos Deputados. No início da noite desta quinta-feira, 7, o PSL desembarcou do bloco de apoio à candidatura de Baleia Rossi (MDB-SP), articulado pelo atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Dos 52 deputados do partido, 32 assinaram uma lista formalizando a adesão ao grupo de Arthur Lira (PP-AL), líder do Centrão e candidato apoiado pelo governo do presidente Jair Bolsonaro. A informação foi confirmada à Jovem Pan por um dos signatários do documento. Minutos depois, a consulta feita pelo deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO) foi divulgada pelos parlamentares nas redes sociais.

Assinaram a lista os deputados Ale Silva, Aline Sleujtes, Bia Kicis, Bibo Nunes, Carla Zambelli, Carlos Jordy, Caroline de Toni, Chris Tonietto, Coronel Armando, Coronel Chrisóstomo, Coronel Tadeu, Daniel Freitas, Daniel Silveira, Dr. Luiz Ovando, Dra. Soraya Manato, Eduardo Bolsonaro, Filipe Barros, General Girão, Guiga Peixoto, Helio Lopes, Junio Amaral, Léo Motta, Loester Trutis, Lourival Gomes, Luiz Philippe de Orleans e Bragança, Major Fabiana, Marcelo Brum, Marcelo Álvaro Antônio, Márcio Labre, Nelson Barbudo e Sanderson. Os parlamentares compõem a chamada “ala bolsonarista” do PSL. O partido está dividido desde outubro de 2019, quando o presidente Jair Bolsonaro afirmou a um apoiador que o presidente nacional da sigla, Luciano Bivar, estava “queimado para caramba”. Em uma publicação em seu perfil no Twitter, o deputado Coronel Tadeu, um dos signatários do documento, afirma que a medida “resguarda a opção feita pelos brasileiros que confiaram seu voto a esse partido em 2018”.

Como a Jovem Pan mostrou, a campanha de Lira já monitorava as dissidências dentro de diversos partidos. Além do PSL, estão no radar dos aliados do líder do Centrão o PSDB, o DEM e o PSB. Como a votação é secreta, não há garantia de que os parlamentares seguirão a orientação partidária. A eleição para a presidência da Câmara ocorrerá no dia 1º fevereiro. Para vencer em primeiro turno, o postulante precisa conquistar, no mínimo, 257 votos.

A assinatura da lista, no entanto, deve causar uma briga jurídica dentro do PSL. Isto porque boa parte dos signatários da lista estão com suas atividades parlamentares suspensas – mais um desdobramento da crise iniciada em outubro de 2019. Se prevalecer o entendimento de que as assinaturas são inválidas, a sigla pela qual Jair Bolsonaro se elegeu em 2018 seguirá no bloco de Baleia Rossi.

Fonte do artigo:

Política – Jovem Pan

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Autoria do texto: André Siqueira.
Data de Publicação: 8 de janeiro de 2021.
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