‘É nocivo para os cofres públicos ter o parlamento e o governo alinhados’, diz deputado Junior Bozzella

Postado em 12 de janeiro de 2021

Um possível alinhamento do governo federal com a presidência da Câmara dos Deputados será nocivo para os cofres públicos. A avaliação é do deputado federal Junior Bozzella, que defende a independência do poder Legislativo e questiona a possível escolha de Arthur Lira, candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, para a mesa diretora da Casa. “Imagina você pegar um parlamentar que tem um histórico de ações penais que sempre estão em curso e todo o sistema, que é comandado pela milícia digital e pelo poder o Palácio do Planalto, colocando a faca no pescoço”, disse em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta terça-feira, 12.

Segundo Junior Bozzella, a história mostra que “quem interferiu na eleição do parlamento o resultado foi impeachment”, alertando que não há justificativas “morais” para o que ele chamou de “cooptação deputados” pelo Palácio do Planalto. “Eu voto 90% são a favor do governo, as minhas apostas são extremamente claras, o governo nunca precisou se preocupar, acho vexatório, acho extremamente citado, nocivo para os cofres públicos você ter o parlamento, o palácio central em uma eleição”, afirmou, defendendo a necessidade que o presidente da Câmara seja uma figura de independência política o que, na avaliação do deputado, não deve acontecer caso Arthur Lira seja eleito. Para Bozzella, o interesse do governo em apoiar Lira é “ter um presidente refém”. “A gente sabe o interesse do governo é colocar a faca no pescoço do parlamento brasileiro, é ter um presidente da Câmara que ele possa fazer de refém a qualquer custo para ajoelhar o parlamento. Onde fica a harmonia e a independência entre os poderes”, questiona.

Considerando a importância dessa independência dos poderes, Junior Bozzella defendeu o apoio do Partido Social Liberal, o PSL, a Baleia Rossi. No entando, há um conflito interno na legenda, já que 32 dos 56 parlamentares do PSL na Câmara assinaram uma lista declarando voto em Arthur Lira, apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro.  O posicionamento é considero mais um ato de “infidelidade partidária” e pode, inclusive, levar a expulsão. Na avaliação de Bozzella, esses deputados “estão apenas de passagem” e usaram do partido durante o período eleitoral. “Deputados não seguem orientação, diretrizes, a doutrina do PSL. Eles não têm espírito partidário, sempre deturparam a imagem do partido. Há dois anos que o partido vive esse processo de conflito interno. Esses deputados tentaram denegrir a imagem do partido e criar um novo partido, que seria o Aliança pelo Brasil.”

A possibilidade de expulsão do PSL surgiu após representação, feita pelo próprio Junior Bozzella, para que os parlamentares sejam desligados da legenda. Segundo ele, o voto da eleição para a mesa diretora é apenas mais um episódio de infidelidade partidária, citando outros casos recentes, como o apoio de Eduardo Bolsonaro a candidatos concorrentes do PSL no pleito municipal. “O que não falta são argumentos e elementos que justifique o meu pedido de expulsão para esses deputados. Não tem relação exclusiva com o voto da mesa. Eles tentam denegrir, deturpar a imagem de pessoas, desinformar a sociedade. Então o conjunto da obra levou a minha representação que pede a expulsão”, afirmou. De acordo com Bozzella, 17 deputados já estão suspensos ou sofreram penalizações. Agora, a legenda deve analisar a possibilidade de expulsão em processo interno. “São arruaceiros, hipócritas que usam do partido, do Fundo Partidário, da candidatura para se beneficiar e estão contra o dia a dia do PSL, que é um partido que defende as instituições e democracia brasileira.”

Fonte do artigo:

Política – Jovem Pan

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Trechos extraídos ou texto replicado na íntegra do site abaixo.
Autoria do texto: Jovem Pan.
Data de Publicação: 12 de janeiro de 2021.
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