Governadores pedem a Bolsonaro ‘diálogo diplomático’ com China e Índia para acelerar vacinação

Postado em 20 de janeiro de 2021

Diante do imbróglio envolvendo o envio de doses da vacina da Universidade de Oxford e da AstraZeneca e da importação de insumos necessários para a produção dos imunizantes contra a Covid-19, governadores de 16 estados protocolaram um ofício, nesta quarta-feira, 20, pedindo ao presidente Jair Bolsonaro que adote “diálogo diplomático” com Índia e China visando “assegurar a continuidade do processo de imunização no país”. O Brasil dispõe apenas de 6 milhões de doses da CoronaVac – a imunização foi iniciada no domingo, 17, no estado de São Paulo, pouco depois de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar o uso emergencial das duas vacinas.

“Os governadores dos Entes Federados brasileiros que subscrevem este expediente dirigem-se a Vossa Excelência a fim de tratar da premente necessidade de manutenção do fornecimento externo dos insumos empregos na produção de vacinas contra a Covid-19 no Brasil. Nesse sentido, solicitam a essa Presidência que seja avaliada a possibilidade de estabelecimento de diálogo diplomático com os governos dos países provedores dos referidos insumos, sobretudo China e Índia, para assegura a continuidade do processo de imunização no país”, diz um trecho do documento, obtido pela Jovem Pan. Todos os governadores assinaram o ofício.

Como a Jovem Pan mostrou, os governadores também discutem a reserva da segunda dose da Coronavac, para garantir que as primeiras pessoas imunizadas não fiquem sem a segunda parte do imunizante. O motivo é simples: há o temor de que a vacinação seja interrompida em razão da escassez de insumos. Em mensagem enviada aos demais governadores, Wellington Dias recomendou que os secretários municipais de saúde e prefeitos sejam orientados a priorizar quem já foi imunizado. O governo Bolsonaro negocia a importação de 2 milhões de doses adquiridas do laboratório indiano Serum, que manufatura a fórmula desenvolvida pela AstraZeneca, mas o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 18, que “não há resposta” até o momento.

Fonte do artigo:

Política – Jovem Pan

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Autoria do texto: André Siqueira.
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