Lira afirma que Lava Jato ‘não merece perdão da história’; Deltan defende Moro

Postado em 24 de março de 2021

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a suspeição do ex-juiz Sergio Moro repercutiu entre atores políticos. O presidente da Câmara, Arthur Lira, disse, pelas redes sociais, que a atuação da Operação Lava Jato jamais poderá ser contestada pela coragem em enfrentar a corrupção sistêmica e pessoas poderosas. No entanto, ele afirmou que o estado policial para o qual a Lava Jato descambou em certos momentos, lamentavelmente, com suas parcialidades, seletividade e perseguições, jamais poderá merecer o perdão da história.

O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados, Bohn Gass, comemorou a decisão do Supremo. “Lula emerge digno, enorme, inocente, porta-voz da nossa esperança. O Moro conhece o que mereceu em sua ganância e vaidade, a vergonha, a pequenez e o esquecimento. Lula é inocente. Essa é a decisão do Supremo hoje”, pontuou. No perfil oficial do ex-presidente  no Twitter, foi feita uma publicação, dizendo esperar que a decisão desta terça-feira, 23, sirva como guia para “julgamentos justos e imparciais de qualquer cidadão”. A presidente do PT, Gleisi Hoffman, agradeceu o trabalho da defesa e afirmou que o STF fez mais do que garantir a Lula os direitos roubados pela Lava Jato. Fernando Haddad disse que a revisão do voto da ministra Cármen Lúcia foi um bem para o Estado Democrático de Direito.

Em contrapartida, a decisão da Corte desagradou parte do meio político. O deputado federal Marcel Van Hattem (Novo) disse que este foi um dia triste para o combate à corrupção no país e que o Supremo foi parcial na decisão. “Luiz Inácio Lula da Silva, corrupto, ladrão, comprovadamente bandido. A roubalheira do PT foi comprovada, os crimes da Petrobras estão todos muito bem descritos e tantos outros cometidos pelo PT. E quem é julgado parcial é Sergio Moro, suspeito, Sergio Moro. E o bandido, vítima”, apontou. A parlamentar Carla Zambelli questionou a mudança no voto de Cármen Lúcia em publicação nas redes sociais. “Qual foi o fato novo que a ministra alegou para mudar em favor do Luladrão seu voto de 2018, que havia sido contra? Nenhum”, escreveu, criticando o ministro Gilmar Medes em seguida.

O ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol defendeu a atuação do colega Sergio Moro. Ele afirmou que o Supremo entendeu que algumas decisões, como a que determinou a condução coercitiva do ex-presidente, apontariam parcialidade, mas que ele entende de forma diferente. E completou que pode-se até discordar das decisões e dizer que foram duras, mas não se pode, a partir delas, alegar um tratamento diferenciado.

*Com informações da repórter Camila Yunes

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Política – Jovem Pan

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