Não existe alegria em fechar cidades, diz presidente da Frente Nacional de Prefeitos

Postado em 5 de abril de 2021

A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) defende a autonomia dos prefeitos para decidir sobre as restrições durante a pandemia de Covid-19. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta segunda-feira, 5, o presidente da Frente, Jonas Donizette, falou sobre os desafios dos gestores frente à crise sanitária.  “Não está sendo fácil ser prefeito. Garanto a vocês, nenhum prefeito quer fechar cidade, o orgulho é trazer gente para a sua cidade, trazer negócios, empresas para sua cidade. Não existe alegria nas decisões que estão sendo tomadas. Agora, quem administra tem uma equipe de secretários que orienta, tem a Vigilância Sanitária, isso é órgão sério. Esses órgãos emitem pareceres, se o prefeito passa por cima disso, está cometendo crime de responsabilidade”, disse, explicando que as decisões buscam “salvar vidas”.

O posicionamento do presidente da FNP, que é ex-prefeito de Campinas, acontece após uma decisão do ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a realização de cultos e missas durante a pandemia em todo país e, inclusive, exigiu que o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, contrário à proposta, cumprisse a determinação. Agora, Jonas Donizette pede que o presidente do Supremo, ministro Luiz Fux, se posicione sobre o tema, já que a decisão de Nunes Marques contraria a posição do plenário da Corte. “O plenário tinha decidido que os prefeitos têm autoridade para colocar medidas restritivas de acordo com a sua realidade e uma decisão individual diz que não podemos”, afirmou, pontuando que a FNP vai recorrer para esclarecer a situação. Enquanto isso, a recomendação é que os gestores sigam a decisão de Nunes Marques e autorizem a realização dos encontros religiosos.

Jonas Donizette defendeu ainda que a decisão dos prefeitos, que proíbe a realização de cultos e missas durante as fases mais críticas da pandemia, não fere a liberdade de culto. “O que falamos é que em um momento de pandemia, qualquer ambiente que cause aglomeração de pessoas se torna perigoso”, ressaltou, defendendo a importância das restrições para a queda de hospitalizações pela Covid-19. “Estamos lidando com uma doença que tem sazonalidade, o vírus luta também. É um organismo vivo, vai se adaptando, criando novas cepas e vamos ter que lidar com isso. Os números que temos agora para abril, será mais uma semana difícil, mas começa a mostrar queda em internações e declínio de pessoas procurando assistência médica.”

Fonte do artigo:

Política – Jovem Pan

Leia o artigo original clicando no link abaixo:

Read More

Trechos extraídos ou texto replicado na íntegra do site abaixo.
Autoria do texto: Jovem Pan.
Data de Publicação: 5 de abril de 2021.
Leia a matéria na íntegra clicando aqui.

Aviso Legal

A COJAE acredita que a propagação de informações relevantes e responsáveis pode ajudar a sociedade. Por isso, mobilizou sua equipe editorial em prol de confrontar as diferentes visões a respeito dos mais variados assuntos, a fim de difundir somente informações que acredita serem baseadas em fatos.
Os conteúdos aqui ora publicados estão livres do alarmismo, sensacionalismo e interesse político-ideológico amplamente divulgado pelas grandes mídias, incluindo canais de televisão e gigantes redes sociais que manipulam infielmente os dados.

Trechos extraídos ou texto replicado na íntegra do site abaixo.
Autoria do texto: Jovem Pan.
Data de Publicação: 5 de abril de 2021.
Leia a matéria na íntegra clicando aqui.

Publicações Relacionadas

Explore Seus Tópicos Favoritos

Leia mais artigos publicados em nosso blog navegando pelas categorias abaixo. Clique aqui para acessar nosso blog.

Notícias
Direito
Judiciário
Ética
Arbitragem
Editorial
Ideologia
Justiça Federal
Teologia
Todas as Categorias

Selecionadas do editorial

Artigos Relacionados

0 Comentários

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *