Após críticas de Bolsonaro, Barroso defende sistema eleitoral: ‘Eficiente, seguro e auditável’

Postado em 17 de maio de 2021

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, defendeu o sistema eletrônico de votação adotado pelo Brasil. Pelo Twitter, ele classificou o modelo como “eficiente, seguro e auditável em todos os seus passos”. Segundo o ministro, o voto impresso adotado nos Estados Unidos não impediu o discurso do “se eu perder houve fraude”. Ele compartilhou um vídeo publicado pelo canal do TSE no Youtube, em que diz que o Brasil tem o melhor sistema de votação do mundo. Barroso destaca que a urna eletrônica não é conectada à internet ou a qualquer tipo de rede e possui trinta camadas de segurança. Ainda segundo o ministro, a votação eletrônica eliminou antigos casos de fraudes. “Jamais ocorreu qualquer caso de fraude comprovada ao longo de todo esse período. Justamente ao contrário, eliminamos os casos de fraudes que ocorriam rotineiramente quando se adotada o voto em papel. O sistema é totalmente transparente e auditável, do primeiro ao último momento. Qualquer pessoa pode conferir tudo o que foi feito.”

A publicação de Barroso foi feita um dia após as manifestações convocadas pelo presidente Jair Bolsonaro, que tinham como uma das pautas a adoção do voto impresso. Em um discurso durante o ato, em Brasília, ele disse que quer eleições em 2022 com o voto “auditável” e sugeriu que caso o ex-presidente Lula vença, será por meio de fraude. No vídeo publicado pelo TSE, Barroso afirma que as urnas eletrônicas passam por nove auditorias antes e após as eleições. O ministro explica que, ao final da votação, cada urna eletrônica imprime um boletim com todos os votos depositados e que além de afixado em cada seção eleitoral, ele fica disponível no site do TSE.

“Qualquer pessoa pode confrontar os resultados apontados pelo TSE e divulgados pela internet com os boletins de urnas impressos ao final da votação. Os resultados são divulgados em tempo real pelo app Resultados. Nunca houve divergência, o resultado da votação é sempre a soma dos votos de cada um dos boletins impressos pelas urnas eletrônicas”, disse. A comissão especial da Câmara criada para debater a proposta do voto impresso realiza nesta segunda-feira, 17, a primeira reunião deliberativa. Os deputados devem aprovar requerimentos de audiências públicas com especialistas, técnicos da Justiça Eleitoral e ex-presidentes do TSE de quando a urna eletrônica foi implantada.

*Com informações do repórter Levy Guimarães

Fonte do artigo:

Política – Jovem Pan

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Trechos extraídos ou texto replicado na íntegra do site abaixo.
Autoria do texto: Jovem Pan.
Data de Publicação: 17 de maio de 2021.
Leia a matéria na íntegra clicando aqui.

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