‘Povo vai eleger e empossar o presidente eleito em 2022, e não será o Bolsonaro’, diz Lula

Postado em 20 de julho de 2021

O ex-presidente Lula (PT) concedeu entrevista à Jovem Pan News de Sergipe nesta terça-feira, 20, e afirmou que a situação que o país enfrenta em virtude da pandemia do coronavírus é o que motiva a sua possível candidatura à Presidência nas eleições de 2022. “É exatamente pela situação difícil que o Brasil está vivendo que eu talvez possa me definir como candidato em 2022. Eu estou conversando com muita gente, estou ouvindo muita gente e, no momento certo, eu tomo a decisão se é é possível ser candidato ou não”, afirmou o petista. “Nós definimos que, em 2021, a gente ia se dedicar primeiro em brigar com o governo para que ele assumisse a responsabilidade de garantir que todo o povo brasileiro pudesse ter vacina. Depois, a gente vai brigar com o governo, e estamos brigando, para que ele conceda o auxílio de R$ 600 para que o povo possa sobreviver. E terceiro, para que a gente consiga fazer com que pequenos e médios empreendedores possam ter crédito para que mantenham as suas empresas funcionando e para que a gente evite o crescimento do desemprego”, explicou Lula, que acrescentou que não esperava que a fome voltasse ao Brasil. “É preciso voltar a governar esse país para tentar mostrar que é possível o povo brasileiro viver melhor, é possível o povo brasileiro acordar todo santo dia e tomar café, almoçar, janta”, elencou Lula, que afirmou que o que está vendo atualmente é o “desmonte do Brasil”.

‘Se tivesse fraude no voto eletrônico, jamais o Lula seria presidente da República’

O político também comentou sobre a necessidade de uma reforma política. “Houve duas tentativas de fazer reforma política, mas reforma política não passa porque os deputados não querem reforma política. Não é papel do presidente da República de fazer reforma política, ela é papel dos partidos. Se dependesse de mim, o Brasil tinha no máximo dois, três partidos políticos, porque com poucos partidos você pode criar uma coalização, pode fazer acordo interpartidário, mas com 35 legendas é muito complicado”, apontou Lula, que acrescentou que foi um erro do Partido dos Trabalhadores não ter discutido a reforma politica nesses anos. “Foi um erro o nosso partido não ter discutido a reforma política com a dimensão que deveria discutir. Foi um erro a gente não provocar essa discussão até agora. A gente poderia estar discutindo reforma política agora e não essa coisa que eles chamam de ‘Distritão’, que é um jeito deles se perpetuarem no poder, ou discutir o semipresidencialismo, que é um outro golpe para evitar que nós possamos ganhar as eleições. Sinceramente não dá para brincar de reforma política.”

Lula aproveitou para fazer defesa do voto eletrônico e criticou, mais uma vez, a gestão de Jair Bolsonaro. “A seriedade que eu dou ao voto eletrônico é o fato de eu ter disputado todas as eleições e o PT ou foi primeiro ou foi o segundo em todas elas. Se pudesse ter roubo no voto eletrônico, jamais o Lula seria presidente da República. Se pudesse ter roubo, a Dilma não teria ganho em 2014. O que o Bolsonaro quer, na verdade, é criar celeuma como o Trump tentou criar nos Estados Unidos. É tentar colocar em dúvida”, justificou o ex-presidente. “Ele agora está dizendo que ganhou as eleições no primeiro turno e foi roubado. Essa eleição foi roubada por conta do Bolsonaro. Ele roubou com mentira, não indo para debate, com fake news”, criticou Lula. “Tenha responsabilidade, Bolsonaro. Você é presidente da República. Pare de brincar com o sentimento do nosso povo. Ninguém quer pegar a faixa de você, Bolsonaro. Sabe quem vai derrotar você? O povo brasileiro. Sabe quem vai passar a faixa? O povo brasileiro. Pode deixar que o povo vai eleger e empossar o presidente eleito em 2022, e não será você”, afirmou o político, que ainda parabenizou a atuação da CPI da Covid-19 na fiscalização do poder Executivo. “A CPI é uma coisa muito importante. Essa era uma CPI que era necessária. Em algum momento teremos um veredito e eu acho que o Bolsonaro não terá muito recurso. Será ou impeachment ou interdição dele”, concluiu.

Fonte do artigo:

Política – Jovem Pan

Leia o artigo original clicando no link abaixo:

Read More

Trechos extraídos ou texto replicado na íntegra do site abaixo.
Autoria do texto: Jovem Pan.
Data de Publicação: 20 de julho de 2021.
Leia a matéria na íntegra clicando aqui.

Aviso Legal

A COJAE acredita que a propagação de informações relevantes e responsáveis pode ajudar a sociedade. Por isso, mobilizou sua equipe editorial em prol de confrontar as diferentes visões a respeito dos mais variados assuntos, a fim de difundir somente informações que acredita serem baseadas em fatos.
Os conteúdos aqui ora publicados estão livres do alarmismo, sensacionalismo e interesse político-ideológico amplamente divulgado pelas grandes mídias, incluindo canais de televisão e gigantes redes sociais que manipulam infielmente os dados.

Explore Seus Tópicos Favoritos

Leia mais artigos publicados em nosso blog navegando pelas categorias abaixo. Clique aqui para acessar nosso blog.

Notícias
Direito
Judiciário
Ética
Arbitragem
Editorial
Ideologia
Justiça Federal
Teologia
Todas as Categorias

Selecionadas do editorial

Artigos Relacionados

0 Comentários

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *