AO VIVO: CPI da Covid-19 ouve ‘assessor informal’ de Pazuello na Saúde; acompanhe

Postado em 5 de agosto de 2021

A CPI da Covid-19 ouve, nesta quinta-feira, 5, o empresário Airton Soligo, conhecido como Cascavel. Aliado do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, ele atuou informalmente na pasta, participava de reuniões importantes e representava o general do Exército sem estar vinculado a nenhum cargo. Quando a informalidade foi descoberta, Cascavel foi nomeado assessor especial de Pazuello – o posto foi ocupado de junho de 2020 a março de 2021. Na noite desta quarta-feira, 4, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu ao depoente o direito de ficar em silêncio em perguntas que possam incriminá-lo. A defesa também havia requerido que Cascavel fosse dispensado de sua oitiva, mas o pedido foi negado pelo magistrado. Ex-deputado federal, ele era chamado de “ministro de fato” e “ministro político”, dada a sua relação com gestores municipais e estaduais. Os senadores também querem esclarecer o envolvimento de Cascavel na negociação para a compra de 20 milhões de doses da Covaxin – diante das denúncias de irregularidades, o Ministério da Saúde anunciou a rescisão do contrato. Acompanhe a cobertura ao vivo da Jovem Pan:

11:12 – Cascavel: ‘Se dependesse de mim, eu tinha comprado a Pfizer’

Sobre sua atuação na pasta, Airton Soligo citou um pleito que fez para a entrega de respiradores a Rio Verde. “Se eu tiver que responder por ter agido nisso, eu não fui omisso. Eu fiz a minha parte”, afirmou o depoente. “Se eu tivesse esse poder de decisão que as pessoas ficam dizendo, eu teria comprado a Pfizer. Eu teria comprado a Janssen”.

11:07 – ‘Não tive acesso’, diz Cascavel sobre possível ‘histórico de denúncias’ em seu nome

O relator traz a informação de que o Palácio do Planalto teria postergado a nomeação de Airton Soligo alegando que havia um “histórico de denúncias” sobre o empresário. Cascavel diz que não teve acesso ao “histórico de denúncias”, mas afirma que tinha um processo eleitoral em seu nome. “Tinha um processo eleitoral em andamento e isso é natural, é o amplo direito da defesa. Eu não sou condenado nesse processo”, esclareceu

11:05 – Depoente defende que nunca houve ‘terceirização’ da função de ministro

“Nunca houve um processo de terceirização de competência. Quando eu fui assessor, eu trabalhava na interlocução”, enfatizou Airton Soligo. Segundo ele, seu trabalho se limitava a fazer a ponte entre o parlamento, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e o Ministério da Saúde. “Eu era o facilitador das ações”, resumiu.

11:00 – Cascavel esclarece o tempo em que atuou sem cargo no Ministério da Saúde

O depoente ressalta que não foi oficializado no cargo assim que chegou à pasta porque sua intenção era ficar “apenas 10 dias” no ministério. “Logo em seguida, eu sou convidado, no dia 12 de maio, pelo ministro Teich. Três dias depois, o ministro pediu demissão. Ou seja, aquele pedido já não existia oficialmente mais. Eu não estava em lugar nenhum no Ministério. Apenas no dia 22 de maio é que se nomeia o ministro Pazuello, e apenas no dia 26 de maio ele me retifica o convite. E quando o convite veio, eu fui providenciar a documentação para ser encaminhada. Quando eu entreguei, faltava a desvinculação do cargo de administrador da pequena empresa que eu tenho. Isso levou mais uma semana”, justificou Cascavel, que acrescentou que ainda houve demorá na autorização pela Casa Civil. Ele foi efetivado no cargo no dia 24 de junho de 2019.

10:55 – ‘Eu não vim para ser especialista em saúde’, diz Cascavel

Ao ser questionado pelo relator da CPI da Covid-19, Renan Calheiros (MDB-AL), sobre sua experiência prévia na área da saúde, Airton Soligo afirmou que não foi convidado para o cargo de assessor especial para ser um “especialista em saúde”. “Apesar de ser refeito de uma pequena cidade [Mucajaí (RR)], essa cidade também tinha um sistema de saúde. Quando fui vice-governador do meu Estado e presidente de uma Assembleia Legislativa, tive um conhecimento de gestão. E eu não vim para ser especialista em saúde, eu vim como uma função, quando fui nomeado, institucional nessa relação com o Congresso Nacional e os municípios. Ou seja, essa interlocução”, justificou.

10:47 – Cascavel: Pazuello me pediu auxílio na interlocução política

O depoente afirmou que o então ministro da Saúde Eduardo Pazuello lhe pediu auxílio na interlocutação política. Não por acaso, Airton Soligo era conhecido como “ministro político” por parlamentares e gestores municipais e estaduais.

10:41 – Teich é um ‘grande brasileiro’, diz Cascavel 

Airton Cascavel chamou o ex-ministro da Saúde Nelson Teich de “grande brasileiro”. O médico oncologista deixou o Ministério da Saúde afirmando que não tinha autonomia para implementar as políticas de enfrentamento à pandemia. Teich era contra o uso da cloroquina, comprovadamente ineficaz para o tratamento da doença. O fármaco, no entanto, foi amplamente defendido pelo presidente Jair Bolsonaro.

10:31 – ‘Não sou obrigado mas estou aqui para dizer a verdade’, diz Cascavel 

Amparado por uma decisão do STF, que lhe garantiu o direito de ficar em silêncio em perguntas que possam incriminá-lo, Airton Soligo, o Cascavel, disse que, embora não seja “obrigado”, está na comissão “para dizer a verdade”. Ele afirmou que o habeas corpus foi impetrado contra a sua vontade e agradeceu a oportunidade de esclarecer o que vivenciou no Ministério da Saúde.

10:30 – Omar Aziz abre os trabalhos 

Começa a sessão destinada ao depoimento de Airton Soligo, o Cascavel.

Fonte do artigo:

Política – Jovem Pan

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Autoria do texto: Jovem Pan.
Data de Publicação: 5 de agosto de 2021.
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