Em áudio antes da prisão, Jefferson ataca STF e Moraes: ‘Comigo o buraco é mais embaixo, Xandão’

Postado em 13 de agosto de 2021

Em um áudio de quase quatro minutos, gravado e divulgado a correligionários antes de ser preso pela Polícia Federal (PF), o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, fez ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ofendeu o ministro Alexandre de Moraes, que determinou a sua prisão. Ex-deputado federal, Jefferson foi detido preventivamente no âmbito do inquérito que investiga milícias digitais que atuam contra o Estado democrático de direito. Na gravação, obtida pela Jovem Pan, o cacique partidário diz que a Suprema Corte é uma “organização criminosa” e um “partido político comunista”. “Eu já falei para o Xandão uma vez e vou repetir. O buraco comigo é mais embaixo, Xandão. Eu sei que você é metido a valente. A nossa conta é pessoal, daqui para frente é pessoal. Não tem saída, não tem saída”, diz em mensagem endereçada aos “leões e leoas conservadoras”.

Aos aliados, Jefferson disse que Moraes é “o cachorro do Supremo”, Corte que, para o presidente do PTB, é “uma organização criminosa para servir aos interesses dos comunistas e para praticar abuso de autoridade e constrangimento ilegal”. “Você está perseguindo pessoalmente a mim, pessoalmente ao PTB, está usando sua função de ministro para fazer perseguição pessoal. O que é pessoal, pessoalmente se resolve e a vida vai nos colocar frente a frente para que pessoalmente nós possamos resolver esse problema, se Deus quiser”, prossegue. Em nota divulgada à imprensa, a sigla manifestou “incredulidade” com a prisão de Jefferson. “O ato demonstra, mais uma vez, a tentativa de censurar o presidente da legenda, impedindo-o de exercer seu direito à liberdade de opinião e expressão por meio das redes sociais. Este é mais um triste capítulo da perseguição aos conservadores”, diz um trecho do posicionamento.

Como a Jovem Pan mostrou, o ministro do STF afirma que Jefferson “faz parte do núcleo político” de uma organização criminosa “que tem por um de seus fins desestabilizar as instituições republicanas, principalmente aquelas que possam contrapor-se de forma constitucionalmente prevista a atos ilegais ou inconstitucionais, como o Supremo Tribunal Federal e o próprio Congresso Nacional, utilizando-se de uma rede virtual de apoiadores que atuam, de forma sistemática, para criar ou compartilhar mensagens que tenham por mote final a derrubada da estrutura democrática e o Estado de Direito no Brasil”. Na decisão de 38 páginas, o magistrado também determinou que a PF apreendesse armas, munições, tablets e celulares do ex-deputado federal, condenado a 7 anos e 14 dias de prisão pelos crimes de dinheiro e corrupção passiva no julgamento do Mensalão. Moraes também pediu que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) investigue se o ex-parlamentar usou recursos do fundo partidário e a estrutura do PTB para disseminar notícias falsas e realizar ataques às instituições democráticas.

Fonte do artigo:

Política – Jovem Pan

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Autoria do texto: André Siqueira.
Data de Publicação: 13 de agosto de 2021.
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