De olho em 2022, Lula e Bolsonaro têm estratégia política em comum; entenda

Postado em 10 de outubro de 2021

Prováveis adversários nas urnas em 2022, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Jair Bolsonaro têm uma estratégia política em comum para o pleito do próximo ano. Os dois candidatos priorizam a eleição de aliados para o Congresso Nacional e deixam em segundo plano as candidaturas para os governos estaduais. A estratégia tem como pano de fundo a intenção de aumentar a governabilidade e reduzir a dependência de outras legendas a partir do dia 1º de janeiro de 2023.

Como a Jovem Pan mostrou, o foco na eleição de deputados federais e senadores foi o principal assunto da reunião de Lula com a bancada do PT. O encontro ocorreu na segunda-feira, 4, em um hotel em Brasília. Com 53 deputados federais, a sigla possui a maior bancada da Câmara dos Deputados, mas a expectativa é eleger de 80 a 100 parlamentares no pleito do ano que vem. No Senado, a legenda é representada por seis membros – dois deles, Humberto Costa (PE) e Rogério Carvalho (SE), integram a CPI da Covid-19. O partido ainda não estipulou uma meta para o Senado, mas dois governadores petistas entram na disputa na condição de favoritos: Camilo Santana (Ceará) e Wellington Dias (Piauí). A legenda também costura apoio às candidaturas de Flávio Dino (Maranhão) e Paulo Câmara (Pernambuco), filiados ao PSB.

Em agosto deste ano, Bolsonaro se manifestou publicamente sobre este assunto. Em uma entrevista à Rádio Jornal de Pernambuco, o chefe do Executivo federal disse textualmente que a eleição de governadores “ficaria em segundo plano”. “Caso dispute a eleição, tenho interesse em uma bancada de deputado federal e de senadores. Interessa governador? Interessa, mas ficaria em segundo plano. Até porque não consegui, até o momento, um partido para dizer que vamos disputar as eleições. O nosso compromisso é esse, deixo o governo do Estado para segundo plano”, afirmou.

A estratégia bolsonarista tem uma peculiaridade. O interesse pela eleição de senadores aumentou nos últimos meses. Além da CPI da Covid-19, instalada para investigar as ações e omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia de coronavírus, o Senado se tornou um campo de resistência a propostas ou indicações caras ao Planalto. É o caso, por exemplo, da indicação do ex-advogado-geral da União André Mendonça para o Supremo Tribunal Federal (STF). Escolhido pelo presidente da República no dia 13 de julho, o nome “terrivelmente evangélico” está na gaveta do gabinete do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, há quase três meses. A carta branca para a escolha de candidatos à Casa Alta do Congresso, aliás, é um dos trunfos do PTB na tentativa de filiar Bolsonaro – em uma reunião na penúltima semana de setembro, o empresário Otávio Fakhoury, presidente da legenda no diretório de São Paulo, disse ao senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) que a sigla dará a seu pai a prerrogativa de escolha dos 27 candidatos.

Ao menos seis ministros do governo miram o Senado em 2022. São eles: Fábio Faria, das Comunicações; Tereza Cristina, da Agricultura; Gilson Machado, do Turismo; Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura; Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional; e Flávia Arruda, da Secretaria de Governo. O vice-presidente Hamilton Mourão também deve lançar sua candidatura à Casa. O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello pode concorrer pelo Rio de Janeiro, enquanto o ex-superintendente da Zona Franca de Manaus Coronel Menezes concorrerá pelo Estado do Amazonas. Candidatos de espectros políticos opostos, Lula e Bolsonaro divergem sobre economia, educação, cultura e tantos outros assuntos. Mas, a pouco mais de um ano das eleições, decidiram adotar uma estratégia eleitoral em comum.

Fonte do artigo:

Política – Jovem Pan

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Autoria do texto: André Siqueira.
Data de Publicação: 10 de outubro de 2021.
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